quarta-feira, 28 de outubro de 2015

PROJETO 1º ANO: VALORIZAÇÃO DA CULTURA INDÍGENA E AFRICANA, ATRAVÉS DO TEATRO


1. INTRODUÇÃO


                 Este Projeto foi elaborado para o 3º trimestre do ano de 2015, para a turma do 1º ano da Escola de Ensino Fundamental Vicente Pallotti.
                 É possível dizer que não se vive do passado, se vive do presente e do futuro.                                               Porém, para se compreender as transformações pelas quais a cultura de um povo tem passado no decorrer dos tempos, se faz necessário conhecer como era antes no inicio de sua construção. Há de se estabelecer parâmetros para se poder definir em que aspectos a cultura foi transformada e em que grau.
                  Acredita-se que, não se deve pregar o isolamento cultural, se fechando em guetos. O individuo deve estar aberto e receptível ao novo. Deve-se conhecer e experimentar as outras culturas como forma de valorizar a diversidade cultural dos povos e como enriquecimento cultural.
                  Supõe-se que, para conhecer e assimilar a história da construção da cultura de outros povos deve-se primeiro conhecer a história da própria cultura, saber como se deu essa construção e como foi o processo de evolução e desenvolvimento da mesma. Só assim, pode-se conhecer e entender outras culturas.                 Conhecendo a própria cultura, o individuo compreenderá a importância de mantê-la viva na memória, protegê-la e valorizar a cultura como forma de preservar o que somos, nossas características, nossa identidade.
                Segundo Barros (2008). “proteger não significa defender o isolamento ou o fechamento ao diálogo com outras culturas, mas sim encontrar meios de promover a sua própria cultura”.
               Pedroso (l999) afirma que. “Um povo que não tem raízes acaba se perdendo no meio da multidão. São exatamente nossas raízes culturais, familiares, sociais, que nos distinguem dos demais e nos dão uma identidade de povo, de nação”. Percebe-se a importância de se conhecer as raízes da própria cultura para que haja a formação de identidade, no propósito de se definir enquanto cidadão sabendo situar-se na sociedade.
            O teatro surge como a ponte da interdisciplinaridade, a que liga a arte as faixas temáticas a fim de, proporcionar a contextualização e a dramatização dos assuntos de forma que seja sempre evidenciado a humanização do ser.
            Entende-se que, para a assimilação da relevância desse conhecimento há de se ressaltar a construção histórica da cultura de um povo. Segundo Arias (2002, p.9):
           O Projeto contemplará alguns eixos dos PCNs, com subsídios e argumentações necessárias ao Ensino Fundamental.

2. JUSTIFICATIVA


              Este Projeto justifica-se devido a necessidade de ser abordado o tema respeito as diferenças, visto que o respeito, a igualdade e valorização do ser humano são temas vivenciados por todos dentro da escola.  Resurge para reforçar os valores e o respeito a pessoa humana. São Vicente Pallotti por muitas vezes pregava que além de amar o próximo devemos sobre tudo ensiná-lo a viver na direção do amor e da fé.
             Desta forma o III trimestre será enriquecido com este espírito de humanização através do respeito as diferenças. No transcorrer será referenciada a cultura indígena e africana.                         Proporcionar momentos de reflexão sobre o preconceito e suas relações na sociedade. Visto que, nesta fase são formadas as identidades e suas percepções sobre as situações. Para que os alunos compreendam que são diferentes uns dos outros e que esta diversidade decorre de uma complementaridade. As diversidades são necessárias a construção das personalidades.
            É importante ressaltar estas temáticas, devido a sua necessidade para a formação humana, assim como sua correlação entre os eixos temáticos abordados na Educação Básica. Os alunos necessitam valorizam e questionar-se as inúmeras formas de culturas e suas implicações nos dias de hoje.
             Justifica-se a  inserção do teatro devido a sua abrangência de competências, a sua forma lúdica de ensinar através da criação, da arte. O aluno aprende a construir, a criar falas e desta forma sua oralidade é toda vez recontada e refeita, novas palavras e novas criações são propostas aos colegas. Promove a desinibição e a autonomia, a capacidade de expressão corporal, imposição da voz, trabalha o lado emocional, e o que também propõe o projeto, desenvolve as habilidades para as artes plásticas (confecção de fantoches, cenário e pinturas).
           O professor utilizando na sua prática o teatro estará estimulando a criança ao desejo de aprender e nesta conjuntura Reverbel (1997)
fala da importância do uso do teatro no ensino: O ensino do teatro é fundamental, pois, através dos jogos de imitação e criação, a criança é estimulada a descobrir gradualmente a si própria, ao outro e ao mundo que a rodeia. E ao longo do caminho das descobertas vai se desenvolvendo concomitantemente a aprendizagem da arte e das demais disciplinas. (pág.25)
            O teatro oportuniza a pesquisa, desenvolve a escrita e trabalha o ser humano de forma íntegra. Aproximando a pessoa ao próximo, ao respeito e a aceitação. Esta temática é necessária para a efetivação sobre as culturas indígenas e africanas, pois são culturais que merecem  referência e respeito as suas contribuições.
          Atividades como estas, transformarão as aulas, farão com que os alunos sintam as aulas prazerosas, além de estimular a participação de todos. O teatro pode transformar a escola em um espaço de trabalho e aprendizagem pelo caminho do prazer e encantamento. E de acordo com o PCN de Artes:
          O teatro, no processo de formação da criança, cumpre não só a função integradora, mas dá oportunidade para que ela se aproprie crítica e construtivamente dos conteúdos sociais e culturais de sua comunidade mediante trocas com os seus grupos. No dinamismo da experimentação, da influencia criativa propiciada pela liberdade e segurança, a criança pode transitar livremente por todas as emergências internas integrando imaginação, percepção, emoção, intuição, memória e raciocínio. (PCN, 1997, pág. 84.)
           É na escola onde a criança é estimulada a conhecer e explorar o mundo, onde ela se socializa com outras crianças, aprende a dividir a compartilhar brinquedos e o carinho das pessoas que elas gostam, tendo a convivência com a diversidade, contribuindo para a construção do seu processo de aprendizagem.
           A culinária será um destaque também durante o projeto. Muitas vezes, nem nos damos conta que a cultura negra está presente no nosso cotidiano. Diversas palavras do nosso vocabulário tem origens africanas como batuque, sapeca e moleque. Na culinária não é diferente, pratos como canjica, pamonha, cuzcuz, farofa, vatapá, feijoada e acarajé foram trazidos pelos negros. Faremos tapioca recheada e degustaremos cangica doce.
          A influência da cultura africana na música, mais específico no samba, começou na Bahia com a ajuda da mistura de vários ritmos africanos. Mas foi no Rio de Janeiro que ele criou raízes e se desenvolveu, mesmo sendo perseguido. Por exemplo: quem fosse pego cantando ou dançando samba corria o risco de ir batucar atrás das grades. E tudo isso porque era ligado á cultura negra, que era inaceitável na época. Só mais tarde o samba passou a ser visto como um símbolo nacional e dele se originaram outros ritmos musicais muito populares como o pagode.
            Alguns instrumentos musicais foram trazidos pelos africanos como o pandeiro, o berimbau e o agogô. Tem-se como propósito a construção de um instrumento musical.
              O Projeto do III trimestre propõe trabalhar de forma interdisciplinar o respeito as diferentes culturas através do teatro, buscando sempre a humanização do ser humano, fator imprescindível para uma cultura de paz e de valorização do ser.
             As atividades envolverão as disciplinas de português através da oralidade, escrita e interpretação com as cantigas impressas. Nas aulas de matemática o envolvimento será através da interdisciplinaridade com os cálculos e histórias matemáticas. Na ciências será a questão da preservação da natureza, da sensibilização ao meio ambiente, conforme prega muito a cultura africana e indígena, sendo a natureza algo extremamente respeitado e abençoado. Na história e geografia, questões recorrentes a mapas, a históricos, e contribuições nos dias atuais. As aulas de ensino religioso serão norteadas pelo espírito da humanização, da igualdade, do respeito ao próximo e contra o preconceito. Em artes a produção dos fantoches e a dramatização através do teatro. Na educação física aproveitar-se á as cantigas e brincadeiras pesquisadas, as qiuais serão realizadas na quadra e no espaço interno do pavilhão.



3. OBJETIVO GERAL

      
       Desenvolver as múltiplas competências, através do teatro, a fim de evidenciar o respeito a cultura africana e indígena.


4. OBJETIVOS ESPECÍFICOS


·         Promover trabalhos artísticos voltados ao teatro, como a criação de um cenário para a apresentação dos fantoches;
·          Confeccionar fantoches variados, dentro da cultura africana e indígena;
·         Trabalhar textos e histórias, relacionadas as culturas referidas, que promovam a alfabetização e letramento;
·         Debater a herança da cultura nos dias atuais;
·         Degustação de culinária africana;

5. ATIVIDADES ESPORTIVAS E RECREATIVAS


·         Músicas com temáticas relacionadas aos temas abordados;
·         Leitura e contextualizações de histórias africanas;
·         Recreação com brinquedos confeccionados pelas crianças;
·         Atividades de lateralidade, coordenação e motricidade dentro da sala e na quadra, envolvendo cantigas e brincadeiras africanas;

6. ATIVIDADES ARTÍSTICAS E CULTURAIS

  Preparação e degustação da tapioca com banana e leite condensado feita pela turma e cangica doce.
  Desenhos e atividades relacionadas a cultura africana;
  Apresentações de pequenos vídeos sobre a Cultura africana e indígena;
  Dobraduras e modelagens com figuras temáticas
  Releitura de obras africanas para exposição.;
  Técnicas artísticas diversas, com orientações e suporte;
  Construção de materiais musicais com pets, baseados na culturas em estudo; 
  Hora do Conto Africano e Lendas Indígenas;
  Desenhos no caderno literário com as histórias contadas.
TAPIOCA/ 1º ANO


7. METODOLOGIA


         Método qualitativo de cunho observatório. Todas as atividades desenvolvidas serão  acompanhadas, redirecionadas e discutidas, afim de, proporcionar uma melhor integralidade da ação com o saber. A cultura afro e indígena será articulada com a prática social e aos conteúdos específicos das disciplinas, através deste projeto interdisciplinar, numa interação de linguagem corporal, escrita, audiovisual e oral, integrando várias práticas discursivas, mobilizando diversos meios para aprendizagem significativa.


8. CRONOGRAMA DAS ATIVIDADES


ATIVIDADE
MATERIAL
PERÍODO
AVALIAÇÃO
Atividades culinárias
Tapioca com banana e doce de leite
Tapioca
Banana
Doce de leite
Outubro  a novembro

Confecção dos fantoches
Teatro
Palito
Papel de desenho
Lápis de cor
Recortes de revistas
Outubro a novembro

Hora do Conto
Histórias e desenhos no caderno literário
Laís de cor
Caderno literário
Outubro à novembro

Confecção de instrumento musical

Pet ou materiais recicláveis pertinentes ao insttrumento
Novembro

Degustação da Cangica
Cangica
Açúcar

Outubro

Releitura de obras africanas
Tinta guache
Folha de desenho grande
Outubro

Cantigas africanas
para trabalhar a oralidade, leitura e escrita
Xerox da letra da cantiga
Outubro a novembro



10. CONSIDERAÇÕES FINAIS


          Foi elaborada esta Proposta de trabalho, através do teatro para a turma do 1º ano, que visasse o aprendizado lúdico, criativo e pautado nas culturas referenciadas.. Foram citadas atividades abrangendo as diversas habilidades do desenvolvimento infantil. 
           A proposta de realização do teatro na escola, visa a expansão das competências pelos alunos, a fim de que haja uma ampliação dos conhecimentos. Contribui para a socialização dos alunos com seus pares, ampliando seus aspectos linguísticos e sua criatividade.
             O projeto tem por embasamento propor um ambiente de alfabetização e letramento, através da diversidade étnico-racial, que estimule as crianças a ampliar seu conhecimento, através das culturas e as influências no modo de vida de cada um.
             A vida em uma sociedade multicultural nos conduz a vivermos com as inúmeras etnias e com suas inflências na sociedade. A escola oportuniza este espaço de interação e interdisciplinaridade uma vez que, enfatiza estes temas e desperta o aluno a questionamentos. A escola é um espaço que é direito de todas as raças. Mas esse é um direito que para ser respeitado não basta a presença física de seus descendentes na escola.
           É necessário destacar que algumas das atividades, descritas no cronograma, serão apresentadas no III Ensaio Científico, em Novembro, na escola Vicente Pallotti(Culminância).


11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


REVERBEL, Olga. Um caminho do teatro na escola. São Paulo: Scipione, 1997.
HOLANDA, Aurélio Buarque de. Dicionário da Língua Portuguesa em CD, versão 2002.
BRASIL. Secretária de educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais – Arte. Brasília: MEC/SEF, 1997.

A Lei 10.639/03 torna obrigatório o ensino da história africana, afro-brasileira e indígena. Esta lei é sem dúvida um grande avanço e de enorme importância. A história da África deve ser ensinada com a mesma frequência e aprofundamento que é dado ao ensino da história européia, pois ambas são de igual importância para se compreender não só a história do Brasil, mas a história geral.

Profª Giana Weber

SEMANA DA PÁTRIA 2015- ED. INFANTIL E ANOS INICIAIS

4º Ano/Professora:Carla Passos
Tema: Cidadania
           A escola é o lugar para aprender, pois nela vivemos grande parte de nossas vidas. Partindo do tema norteador de nossa Escola, podemos destacar a importância de formar nossos alunos cidadãos do bem.
         Assim, neste dia, daremos inicio as comemorações da semana da Pátria.
         Partindo do lema “Pequenos construindo valores, praticando o respeito ao outro...” Apresentação: O que é cidadania?

3º Ano/ Professora: Marizane Moraes
Tema: Ética e Paz
         "As guerras nascem no espírito dos homens e é nele primeiramente que devem ser erguidas as defesas da Paz”. (FREDERICO MAYOR)

A ética e a paz andam de braços dados...

         Ao se falar em paz deve-se, primeiramente, fazer uma reflexão a respeito dessa palavra tão bonita chamada "PAZ". O que é paz ? Paz não é a ausência de guerra! Todo o mundo fala em paz e a gente só vê no dia-a-dia um distanciamento muito grande da atitude de paz entre as pessoas. Será que estamos realmente preocupados com a cultura da paz ou é só modismo? Por  favor procure esta resposta hoje com toda a grandeza que é o teu ser. 
         Sabemos que a paz do mundo começa dentro da gente... Se a gente tem paz interior, a gente se torna mais feliz, mais amoroso, mais concentrado, com pensamentos saudáveis, e agimos com maior respeito ao nosso próximo.     Assim, logo se vê que só se tem vantagem com esse tipo de comportamento. 
         Não vamos pagar um preço alto pela ausência da paz e ética no seio do nosso povo brasileiro. Vamos refletir sobre isto com a apresentação da música:

EU QUERO PAZ

Por que viver com tanta violência?
Por que temer, o tempo todo, o mal?
Se Deus plantou o amor e a inocência
Se ele fez o mundo inteiro, igual

Nossa vida é tão importante
É preciso saber dar valor
Saber respeitar o semelhante
E plantar na terra todo amor

Basta, eu quero paz.
Chega, violência nunca mais!

3º Ano
1º ano/ Professora: Giana Weber de Oliveira
Tema: O lúdico construindo valores
         Nossos alunos exercem a cidadania não apenas quando desenvolvem seus direitos e deveres, mas também, quando participam efetivamente na luta diária da conscientização do próximo no exercício da cidadania.
         Este exercício é realizado com a finalidade de que no futuro, haja um mundo melhor e mais justo, onde não haja distinção entre as pessoas. Que as preocupações sejam estendidas a todas as idades em favor do meio ambiente, além de que haja um esclarecimento maior sobre as situações que possibilitam nossos alunos a uma visão distorcida da realidade.
         O brincar é da natureza da criança, o material lúdico facilita a compreensão das crianças acerca dos assuntos vivenciados no seu dia-dia escolar e também para o exercício da cidadania, para a qualidade de vida e o sentimento de identidade.
         Uma educação cidadã é efetivada quando é contextualizada para a formação humana, a qual deve ser moldada nos caminhos da organização de valores morais, éticos, civis e políticos.
         É necessário incentivar a criança a prática da cidadania com a intenção de proporcionar a elas um ambiente escolar rico em aprendizagens.
         Música: Herdeiros do Futuro


1º Ano
2º Ano/ Professora : Cléia
Tema: Família e Dignidade
         Apesar de todas as notícias que vemos e ouvimos todos os dias, sabemos que podemos fazer muitas coisas para mudar o jeito de SER do Brasil. Depende de nós, de cada um, fazer a sua parte, fazermos por nós, fazermos por nossos filhos e pelo nosso futuro.
          Temos nossa força na família, dentro de nossos lares, é ali que iniciamos nossa formação, nosso caráter. É na família que descobrimos o jeito de ser, de pensar e de agir.
          A história que o 2º ano contou foi a história que aconteceu em milhões de casas, em milhões de famílias por esse mundo, mas que infelizmente não aparecem na mídia, não dá ibope na tv, nem vira manchete nos jornais.Essa história poderia ser a sua, a minha, a história de todos nós.
           A família que se reúne em volta da mesa para as refeições e vive seus momentos de alegria, descontração e de bons exemplos passados de pai para filhos.Exemplos que os filhos nunca esquecerão e que em algum momento da vida irão lembrar e com certeza praticar o que lhes foi ensinado.
          Nosso país tem jeito sim. Nós podemos mudar a história, só depende de nós.o Brasil só muda se a mudança começar dentro de nós!
         TEATRO: A família que queremos para o nosso Brasil

3º Ano

BRINCADEIRAS AFRICANAS E BRINCADEIRAS INDÍGENAS: ED. INFANTIL E ANOS INICIAIS

BRINCADEIRAS AFRICANAS
1. LABIRINTO- Desenho de labirinto no chão com giz. Tirar par ou ímpar. Cada vez que ganhar avança até parte reta do labirinto. Ganha quem chegar primeiro.

2. PULAR ELÁSTICO

3. JOGO DA MANCALA
            É um milenar jogo africano que pode ser encontrado em diferentes países do continente. Seu nome, bem como suas regras, podem variar de um local para o outro, mas a dinâmica é sempre a mesma. Inspirado nas tarefas agrícolas de semeadura e colheita o jogo da Mancala se revela como um jogo estratégico e inteligente. Para confeccionar seu tabuleiro com materiais simples basta utilizar um caixa de ovos e recortar duas fileiras com 6 cavas cada. As regras básicas são as seguintes: cada jogador iniciará a partida com 24 feijões distribuídos igualmente pelas suas 6 cavas. Para decidir quem iniciará a partida os jogadores deverão tirar par ou ímpar. O jogador que iniciar deverá tirar os 4 feijões(ou outro material) de sua cava e distribuir (semear) nas suas cavas. No entanto, é preciso que pelo menos um de seus feijões seja semeado em uma cava do adversário. O jogo termina quando um jogador não tiver feijões suficientes para semear até a cava do adversário. Nesse momento, contam-se os feijões que cada um colheu e aquele que tiver colhido o maior número de feijões ganhou o jogo.

Original
Adaptado

BRINCADEIRAS INDÍGENAS
1. A CORRIDA DO SACI
            Trace uma linha na terra ou na areia para definir o local de largada e outra, a uns 100 metros de distância, para definir a meta a ser atingida. O participante deverá correr em um só pé, sem poder trocar durante a corrida. Quem conseguir ultrapassar a linha da meta ou chegar mais longe é o vencedor.

2. SOL E LUA - PASSARÁ DE BOMBARÉ.
            Crianças dispostas em coluna por um, segurando na cintura do que está à frente. Duas outras crianças, representando o SOL E A LUA, fazem uma "ponte", mantendo as mãos dadas acima. Cantando, as crianças passam sob a ponte várias vezes. Numa das vezes o Sol e a Lua prendem o último ou os dois últimos. Perguntam-lhe para que lado querem ir. A criança escolhe e vai colocar-se atrás do Sol ou da Lua. E assim continuam até terminar. Quando todas as crianças passam, têm-se dois partidos.     

3. PIÃO DE LIMÃO- ganha quem o pião ficar rodando mais tempo.

4. COQUITA
            Já assistiu ao Chaves? Lembra que ele passava horas tentando acertar uma latinha dentro de um galho? Esse brinquedo é conhecido, hoje, como bilboquê, mas os índios o chamam de coquita - e, claro, usam elementos da natureza para confeccioná-lo.
            O nome do jogo surgiu porque eles utilizam a coquita, uma semente que parece um sino, para criar o brinquedo. Na ponta mais fina da semente, amarra-se um barbante com um pequeno cabo de madeira. A brincadeira consiste em jogar a coquita pra cima e tentar equilibrar sua parte mais grossa no pau. Na falta de uma semente desse tipo, você pode usar o gargalo de uma garrafa PET velha para brincar. Que tal? 

5. KADJÓT- CAMA DE GATO

Colaboração: CP

CONTO AFRICANO E INTERPRETAÇÃO: POR QUE A GALINHA D'ANGOLA TEM PINTAS BRANCAS? / 4º e 5º Anos

1)       CONTO AFRICANO:

POR QUE A GALINHA D'ANGOLA TEM PINTAS BRANCAS?

            Os mais antigos contam que esta história aconteceu durante uma das piores secas ocorridas nas savanas, ao Sul da África.
            O sol forte castigava todos os seres vivos: plantas e animais.
            Logo os rios e lagos secaram, aumentando o sofrimento. O calor abria rachas no solo e levantava uma grossa poeira que borrava de cinza o céu borrado de azul.
            Os habitantes dos vilarejos, desnorteados, fugiram para as montanhas rogando por chuvas, mas não havia prece que desse jeito na calamidade.
            Um dia, porém, uma mancha escura despontou no horizonte. Todos ficaram alegres. Sinal de que as chuvas estavam se aproximando, mas um elefante desengonçado atrapalhou tudo, afugentando a nuvem.
            A galinha-d'angola que, naquela época, além de uma crista avermelhada no alto da cabeça, tinha as penas inteiramente pretas, não se conteve. 
            Indignada com a atitude do elefante, correu horas e horas atrás da nuvem, suplicando para que ela retornasse sem se importar com os espinhos que iam rasgando-lhe as pernas desnudas.
            - Por favor, Senhora, volte!  Por favor, Senhora, volte!  – repetia sem cessar, enquanto o sangue escorria por suas feridas.
            A Dona das Águas finalmente, parou e disse:
            - Por causa de sua persistência, da sua dor e da sua preocupação com o destino de todas as outras criaturas, eu regressarei.  Graças aos meus poderes, interromperei a seca.
            - Obrigada - agradeceu a ofegante corredora.
            - E, como você se dirigiu a mim de um modo tão respeitoso, receberá de presente o brilho das gotas da chuva, que cairão sobre o seu corpo.  Assim, será uma das aves mais bonitas da Terra.
            Não demorou muito para desabar um temporal, em meio a raios e trovões. 
            A galinha d'angola, toda molhada, ganhou como ornamento os pingos que foram resvalando em suas penas, transformando- a, como fora prometido, em uma das aves mais lindas de toda a África.
            Devido à canseira da galinha-d'angola, suas descendentes ciscam por vários cantos do planeta, agitando a penugem de cor negra, como a pele da maioria dos povos de seu extenso continente. 
            Enquanto exibem as penas salpicadas de pintas brancas as galinhas-d'angola cacarejam como se estivessem expressando, até hoje, o esforço empreendido por sua ancestral:
            _ Tô fraca, tô fraca, tô fraca, tô fraca!
Autor: Rogério Andrade  Barbosa.  In: Outros contos africanos para crianças brasileiras. São Paulo: Editora  Paulinas, 2008. 


            No Brasil, a ave  é conhecida por vários nomes, dependendo da região, sendo chamada de: saqué, guiné, capote, capota, cocá, galinha-do-mato, pintada, angulista, tô fraco (em decorrência do som característico, emitido pelas fêmeas da espécie). Foi introduzida no Brasil  pelos colonizadores  portugueses, que a trouxeram da África, cidade de Angola 

 2) Interpretação de Texto:

a) Onde acontece a história?
b) Qual é o tema central desse conto? 
c)  No Brasil, a ave é conhecida por vários nomes, dependendo da região que vive. Cite dois nomes:
d) Como a galinha d’ Angola chegou ao Brasil? 
e) Um animal espantou a nuvem. Qual foi o animal? 
f) Como a galinha d'Angola convenceu a nuvem a voltar?
g) Por que a nuvem mudou de idéia?

3) Escreva a mensagem deste conto africano para nossa vida:

4) Numere os parágrafos.

5) No penúltimo parágrafo a quem o autor compara:“a penugem de cor negra”
a) (   ) as penas da galinha de Angola  (   ) a pele do povo africano  (   ) a pele do elefante desengonçado

6) Circule no texto seis adjetivos.

7) Retire do texto quatro substantivos comuns:______________________________
8) Ilustre o 7º parágrafo.